sábado, 24 de julho de 2010

4 Dias, 2 "Pt's" (Parte 2)

Aqui nós vamos para a segunda parte dessa história. Hoje, eu tive uma grande ajuda de um amigo meu, o Daniel( xMagina) na edição do texto e escolha das imagens. Fica o agradecimento.

Como eu havia dito no post anterior, meu domingo e minha segunda passaram despercebidos, apesar da dor de cabeça e a vontade enorme de morrer que me foi pertinente durante todo o tempo. Com tanto tempo de repouso, no dia do 1º jogo do Brasil na Copa do Mundo, eu estaria bem o bastante para beber de novo. Não muito, mas iria comemorar a estréia do Brasil, com vitória ou derrota( venhamos e convenhamos, derrota pra Coréia do Norte?)




Mas, antes de tudo, tinha um pequeno problema. Exatamente no dia do jogo do Brasil, um pouco mais cedo( na verdade, estou sendo delicado. Foi as 8 horas da madrugada), eu teria prova de uma matéria que eu precisaria ir bem. Óbvio que não estudei, me preparando mais para beber do que para obter uma boa nota.


#fail


Depois de madrugar para fazer a prova, eu consegui chegar a tempo. E na hora, todos nós descobrimos que a prova era em dupla, o que me salvou foda. Depois de ter feito a prova, eu estava pronto para beber e, quem sabe, assistir o jogo. Vale ressaltar que, ainda no mesmo dia, as 18:30, eu teria aula. Ou seja, como bom aluno que sou, se eu estivesse vivo, eu estaria lá.





Como o restaurante universitário abre cedo, as 10:30 da manhã, eu resolvi almoçar logo, para não ter nenhum problema com barriga cheia enquanto estivesse bebendo.Logo depois disso, fui para casa, para deixar minhas coisas e me arrumar. Afinal, no jogo da seleção, eu deveria estar devidamente preparado como qualquer 'falso patriota' faz de 4 em 4 anos.

Cheguei em casa. Tomei banho. Troquei de roupa. Peguei dinheiro. Saí. Nessa ordem. Mas ainda era muito cedo para o jogo. Então, eu e o Léo( um dos moradores da nossa república) fomos pagar o boleto do condomínio, que venceria neste dia. Quando passamos numa papelaria do lado da corretora, vimos uma marretinha, daquelas que você utiliza pra apurrinhar com a vida dos seus amigos, por apenas R$ 3,50. Compramos 2, claro. Mas, vale lembrar que eu já tinha uma vuvuzela( que eu não utilizei nem por 2 minutos) e uma corneta. Eu estava parecendo uma criança cheia de brinquedos novos. O mínimo que eu esperava, depois desse investimento todo, era que o Brasil fosse campeão, invicto, sem tomar gol, com o Felipe Melo sendo considerado o melhor jogador da Copa( piadinha #fail).




Depois das compras feitas, fomos para a República Atécubanos, dos nossos amigos Marcel, Tácio e Felipe. Eu não iria ficar lá, mas o Léo sim, então eu fui até lá, porque teria que esperar um pouco também até a hora do jogo, pra poder ir pra casa de outro amigo meu, o Ivo.

Mais perto da hora do jogo, o Ivo me liga, dizendo que poderia ir para a casa dele logo. Pergunto se ele já havia comprado algumas coisas para bebermos. Ele responde:

- Cara, comprei nada demais não. Uns 3 fardos de long neck e uma vodca.

Meus olhos brilharam na hora. Sério.

Quando cheguei na casa do Ivo, vi que tinha mais gente, o que não seria novidade. Mas não sabia que seriam poucas pessoas a irem para lá. Enfim, o bom foi que sobrou mais bebida para nós. Nós digo eu e o Ivo, pois os outros 4 que estavam lá se diziam 'fracos para álcool', o que constatei logo após.

O jogo começa. Eu já estava bebendo junto com os outros, torcendo, pelo Brasil. Logo depois dos 10 minutos de jogo, o Ivo solta uma pérola:

- Elifa, vamos tomar uma injeção para cada gol do Brasil?
- Cara, e se o Brasil fizer 5?
- Rapaz, a gente vai ficar muito doido.

Eu não sou moleque, então eu aceitei na hora. Para quem não sabe o que é Injeção, aqui vai a receita: 3/4 do copo de vodca, quase completa o copo com refrigerante e, depois disso, uma tampa de sal de fruta. Mistura tudo, óbvio, e vira. Sim, você vira 3/4 de um copo de vodca e, o mais incrível, você não sente o gosto. Assim é muito fácil.

Como o primeiro tempo do tal jogo foi uma bosta, resolvemos tomar uma injeção por conta da casa. Primeiro ele tomou, depois eu. E, enquanto isso, continuamos tomando nossa cervejinha, sendo que somente nós dois estávamos tomando cerveja, pois os outros não gostavam. Com a vodca terminando, resolvemos, enquanto estava no intervalo, descer e comprar outra vodca.




Segundo tempo de jogo, todos ainda torcendo, alguns não muito lúcidos. Eu continuava bem, apesar de saber que, em breve, não estaria mais assim. Saiu o primeiro gol do Brasil, eu e o Ivo saímos correndo pelo corredor do prédio, gritando e tocando as cornetas. Tomamos mais uma injeção, cada um. Segundo gol do Brasil, mesmos rituais, incluindo a gritaria no corredor e as injeções.

[Ivo]- Gol da Coréia do Norte.
[Eu]- Ah, que que tem?
[Ivo]- Mais uma injeção?
[Eu]- Porque não!?

E lá fomos nós para a nossa 4ª injeção. Depois que acabou o jogo, as 17:30, estávamos vendo o que faríamos, pois, em Viçosa, todos iriam para a P.H.Rolfs depois do jogo.



E aí? O que fazer? Ir pra rua ou ir pra aula? Depois dizem por aí que eu não sou um aluno aplicado. Fui para a aula com a ondinha começando a bater. Mas só fui por saber que não seria o único bêbado presente na aula.

Quando entrei pela porta da sala, com a toca da blusa de frio socada no meio da cara, todos riram, até o professor. Entrei tropeçando e sentei lá no fundão com a cabeça apoiada na parede, pescando. Uma das minhas colegas de turma vira pra trás e pergunta:

- Você está bem?
- Não, estou bêbado pra caralho.
- Estou vendo.

Porra, se está vendo, pra que perguntou? Logo depois que entrei, junto com o Ivo e o Arthur, que também estava lá na casa bebendo, nós levantamos para sair e comer algo. Sempre perturbando a vida dos outros, saímos fazendo barulho, após o Ivo virar para o professor e falar:

- Aqui, continua passando a matéria aí no quadro que eu vou ali embaixo comer e jé volto.

Fui atrás, pois também estava com fome. Atravessamos a rua e fomos na lanchonete, onde vende uma refeição que vem com um estrogonofe gostoso, que todos nós pediram. Na verdade, eu não sei se é gostoso realmente, pois eu não cheguei a comer o meu. Dei 2 garfadas, empurrei o prato pro lado e não comi mais. Fui para o banheiro.

Depois voltei para a sala. Não durei muito, pois sentia que ia passar mal e desmaiar a qualquer momento, com um enjôo muito forte. Fui para o banheiro de novo. Mas ao invés de vomitar, eu sentei na borda do vaso e apoiei minha cabeça nos braços. Não aguentei muito essa posição, olhei para o lado e o que vi: um chão sujo, totalmente imundo olhando para mim, pedindo para deitar nele. Não hesitei. Agora, comparações entre eu, dormindo no banheiro do departamento, e a P.H.Rolfs, no mesmo momento.

Eu:

P.H.Rolfs:

Eu:

P.H.Rolfs:

Eu:

P.H.Rolfs:

Acho que perdi alguma coisa.

De repente, acordei assustado. Lembro-me que eu entrei no banheiro as 19:40, mais ou menos. Fui ver as horas no meu celular. 21:00.

Minha aula já tinha acabado havia 1 hora. Ou seja, ninguém mais da minha turma estaria ali. Então saí 'tranquilo' do banheiro, enrolado no meu casaco super limpo de fezes humanas, num frio da minhoca sem camisa. Ainda estava bêbado.

Fui diretamente para casa, sem nem pensar duas vezes se ia parar na P.H.Rolfs ou não. Depois eu vi que essa discussão comigo mesmo foi inútil, pois não havia mais nada nem ninguém na P.H.Rolfs, também.

Do departamento em que tenho aulas até minha casa são mais ou menos 30 minutos, andando. Calculem o tempo que levei para chegar em casa, no frio e bêbado. Acho que levei, mais ou menos, 50 minutos.

Cheguei em casa e nem pensei duas vezes. Cama. Sujo e fedido do jeito que estava. Depois percebi a merda que estava fazendo( na verdade, na merda que estava dormindo).

No outro dia, só rolaram perguntas tipo:
- Cara, onde tu se meteu?
- Você foi embora naquela hora?
- Você estava muito bêbado?


E, nisso, eu fiquei conhecido como o bêbado da turma, o maluco que dormiu no banheiro.

Aqui termina mais uma das aventuras alcoólatras desse bastardo que ainda tem o poder de escrever aqui. Em breve, mais histórias, pois o segundo período está por vir e, com ele, mais lendas.





P.s.: O animal que foi utilizado nas duas histórias aqui contadas ainda está vivo. Ele responde a estímulos feitos pelos agentes alcoólicos agora presentes, em abundância, no seu co[r]po.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

4 Dias, 2 "Pt's" (Parte 1)

Caramba, eu esqueci como é boa essa vida de blogueiro. Mas como aqui eu escrevo coisas que não farão diferença na vida de nenhum de vocês, eu poderia ficar mais um tempo sem escrever... Mas eu tenho "causos" para contar, coisas do meu 1º período na minha cidade nova, na minha vida nova.

Começarei com uma pequena frase de uma amigo meu, que foi a inspiração desse post. Tácio diz: "Caraca Marcel, o Elifa é muito 'hardcore'...". Logo que ele falou isso, esse ser inútil que vos fala teve a idéia de postar 4 dias que pareceram ser apenas 1.

Vamos para o dia 12 de junho, dia conhecido como o (boring) Dia dos Namorados. Essa data não significava "picas" pra mim, até o dia que eu vi que teriam 2 festas OPEN BAR nesse dia( Sim, eu disse DUAS FESTAS OPEN BAR NO DIA DOS NAMORADOS). Me senti, como um bêbado e solteiro nato, no direito de ir em uma dessas duas festas.



12 de junho, sábado. Festa marcada pra começar as 15 horas e ir até as 21 horas. Skol x Brahma. Cara solteiro. Feio. Alcoólatra. Tímido. Só mulheres lindas na festa. Ou seja, pra eu conseguir falar com alguma mulher( falar não sei pra que...), eu teria que estar, no mínimo, tontinho.




Mas, como o limite entre o tontinho e o mega-bêbado² é uma linha tênue(quando você bebe, de uma vez só, pinga, cerveja, caipirinha e gummy), eu "queimei a largada".



Cheguei na festa as 16 horas. As 18, eu já não sabia quem eu era direito. Frio? 13º e eu suando horrores dentro de uma blusa. Sem óculos e no escuro, não enxergava um palmo na frente do nariz. Pra ir no banheiro, que era um cantinho na grama, cercado por uma lona preta, eu quase dei uma dentada no muro.

Daí em diante, eu não lembro de muita coisa. Me contaram que eu dancei funk, o que pode até ser verdade, já que naquele local que só toca sertanejo, quando eu ouço funk, minha alma flamenguista inflama e me dar vontade até de cantar esse tipo de... Expressão cultural. Pra quem está se perguntando como eu cheguei em casa, só tenho 3 palavras pra você: Foi o Palhaço. O Palhaço, a entidade máxima que cuida dos bêbados, e que ajuda-os(no caso, nos) a chegar em casa, vivos e com a 'dignidade'.



Como eu não me lembro de nada e a maioria das coisas que aconteceram na festa eu sei de relatos de terceiros, meu testemunho se acabou. Mas, alguns dias depois, eu estava conversando com umas amigas, e elas me contaram que me encontraram no dia da festa, indo pra casa. E eu só sabia dizer uma coisa: "Eu estou bêbado pra caralho"( Antecipando a piadinha do Nathan ou do Cebolla: não, eu não estava bêbado de caralho ¬¬'). Bom, eu acho que isso resume minha 'festa', da onde minha recordação parece com um mosaico: é um pouco do que cada um me fala.

Os dias que vieram a seguir disso( domingo e segunda) pareceram ser um só, tamanha foi a ressaca. Assim, a próxima coisa que me aconteceu de interessante foi o dia de terça feira, dia 15 de junho, que foi o 1º jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Feriado nacional, porque não beber?




(Continua no próximo post)

Observação: O animal usado nesse post não foi prejudicado, mentalmente e/ou fisicamente, por causa da quantidade excessiva de álcool ingerido.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ever dream...

Cá estou, num final de período estressante. Sabia que seria assim, mas não tão assim. O bom é que todo o tempo que eu perdi durante o semestre inteiro, consegui repor com esforço e bastante trabalho durante 2 semanas que não pareciam acabar. Msa está tudo dando certo, pelo menos por enquanto.
Bom, hoje eu não falarei nada demais. Como estou, o que sinto, nada. Vou deixar que um dos meus textos(muito mal-feitos, por um acaso) fale por mim.

Está na cara o meu sentimento. E vamos ser sinceros: você também não sente, ou sentiu, o mesmo? Essa coisa forte que sentimos nos possuiu. Mas para você isso já não serve mais, ou estou errado? E eu tinha medo disso. Você conquistou a minha confiança. No começo, não era nada demais, mas você me ganhou. Você conseguiu isso. E eu me senti indefeso contra as suas “armas”. O seu jeito de me tratar, de me olhar, de falar no meu ouvido as coisas lindas que vinham de você, o teu jeito de me abraçar. Agora tudo se foi. Você deveria entender, também. Eu não esperava isso. Todo esse carinho que teve comigo me fez dependente de você. Ter-te por perto era o meu remédio para as preocupações. Longe de você, eu ficava como uma criança, sem a proteção dos pais. Os “Te amo” que você disse refletiam em mim de uma maneira diferente. Isso me fez fácil para você. Mas não importa mais.
Eu tinha medo de te perder. Mas como posso perder alguma coisa ou alguém que nunca tive? Não tive o teu amor. Não realmente. As coisas que esperei de você, eu tive, mas do seu jeito, que não foi suficiente para sustentar uma relação entre nós. Eu adorei o teu jeito. Adorei suas manias. Mas o ato de amar é forte demais. Amar não é simples. “Te amo” não é “Bom dia”. E não poderia falar que amo uma pessoa sem ter a consciência de que está claro para a outra a minha intenção. Como existem vários tipos de “te amo”, o que você me ofereceu foi diferente do que eu entendi e esperei. Agora é o tempo de me recuperar. Espero que você me entenda. Espero que você, um dia, veja que eu realmente gostei de você. E, depois disso tudo, espero que um dia você me traga de volta.


Eu acho que é isso."Sempre sonhe..."

That`s all folks!